Sex, 11 de novembro de 2011
Caieira da Armação que não teve Piedade de nós
Escrito por: Rodrigo Martins
   

Combinamos de sair bem cedo para não chegar muito tarde em casa. A idéia é sempre essa, embora essas resoluções otimistas raras vezes funcionam conosco, tanto é que cheguei na casa do Fernando ainda de noite e só saímos quando já estava claro. Jogou a responsabilidade toda para o pobre celular, alegando que o inocente dispositivo não despertou no momento por ele determinado. Considerando o recorrente histórico do Fernando, é bem possível que o celular tenha despertado desesperadamente e o injusto dono não acordou. O tempo não estava bom, algumas brechas sem nuvens no céu e em pleno novembro - um frio horroroso. Marcelo propôs acelerarmos o pedal, pelo menos até sairmos da BR-101. Alguns metros depois de sua profética sugestão - duas marchas pesadas mais a frente -, o pneu do infeliz furou, atravessado por um considerável prego. Sequer deu para remendar e a câmara-de-ar foi direto para o lixo. De nada adiantou, o combo “celular que não despertou (carece de prova) + pneu varado por um prego” acabou com nossa esperança de chegar cedo. Vento soprando contra de manhã cedo não é um bom indício. Sinal que teríamos vento contra tanto na ida quanto na volta.

Pela querida BR, pedalamos em sentido norte por cerca de 20 km até entrarmos na SC-410, rodovia que segue até a praia de Palmas em Governador Celso Ramos. Seguimos em frente por quase 10 km até bem perto da praia e retornamos descendo pela estrada “Areias de Baixo” que margeia a Caieira da Armação da Piedade.

O frio intenso foi uma inusitada surpresa, já que estamos bem perto do final do ano. Em alguns momentos até garoou, o que acabou aumentando ainda mais a gélida sensação do recente findado inverno (verão muito quente se aproxima!, segundo nosso consultor para assuntos exotéricos, o estimado Pai Galo). O excesso de morro pegou nosso despreparado corpo desprevenido, já que há tempos, por comodismo (entenda dessa forma: preguiça), priorizamos as longas e planas retas. Penamos e bufamos em alguns vários momentos... 

A estrada é perfeita. Asfalto novo em boas condições no meio de uma belíssima paisagem, com um ar tão puro que chega a causar estranheza (ainda mais considerando o fato de estar situado tão próximo a BR-101, infectada pelos truculentos caminhões poluentes). Ainda fora da alta temporada, o pouco movimento de carros facilita bastante o bom andamento da diversão.

Uma rápida descansada para aliviar o maltratado forévis na bela Enseada dos Golfinhos. A região pertence à reserva marinha do Arvoredo e de lá se pode avistar perfeitamente a famosa “pequena ilha do diabo”, a Anhatomirim.

Mais adiante, ávidos por comida, paramos num Super. E, confesso que foi bastante divertido ver o Fernando rodear a prateleira de alimentos e descobrir que os veganos são totalmente ignorados. Na padaria ao lado: idem, mesmo drama. O Jeito foi atacar um Cebolitos. Fernando não come nada que tenha olho e derivados e acabou comendo o salgadinho contrariado. Eu tenho pavor de cebola e fiquei enojado só de ouvi-lo mastigar aquele asqueroso salgado. Marcelo dava o tom do clima tocando Latino (?) no seu celular. Suspeito que somos o trio mais chato da história do pedal.

Oitenta e tantos quilômetros depois, pouco após o meio-dia, já estávamos em casa sentados à mesa. Olhos no almoço e o pensamento focado na cama, parede ao lado. Dormir boa parte da tarde do feriado de Finados era a feliz meta seguinte. Em tempo: no dia dos fiéis defuntos, todos nós (sem perder a chance de cravar um mais que horroroso trocadilho)... MORTOS de cansaço.

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Comentários
Sex, 11 de novembro de 2011
escrito por: Aline Souza
Galera,

Muito bom o relato.
Adooooro fazer este trajeto.
Faremos ele este sábado, saindo de Biguaçu, com direito a banho de mar, espero que o tempo ajude.

http://alineeletrica.blogspot.com
http://experienciasveganas.blogspot.com

Abs.
Sex, 11 de novembro de 2011
escrito por: Cíntia Oliveira
É sempre bom ler os relatos de vocês!
Abraços calorosos aqui de Fortaleza! =]

Cíntia Oliveira
Sex, 11 de novembro de 2011
escrito por: Vanderléia Kist
Show de bola as fotos! E o relato, como sempre, nosso amigo Rodrigo inspirado e metido a engraçadinho!!!
Sáb, 12 de novembro de 2011
escrito por: Erich Underground
Muito bom, to querendo pegar uma hibrida e deve ser show fazer esse trecho, me convida q eu vou, rs, abraço e bom pedal!

www.undergroundbrasil.com.br
Seg, 14 de novembro de 2011
escrito por: Gabriel de Souza Rangel
É por essas e outras que ainda penso em sair do Paraná e ir viver na bela ilha da magia!
Os pedais de vocÊs sempre contam com paisagens muito belas. Eu adoro essa região!
Qua, 16 de novembro de 2011
escrito por: garciapedal
pow, da hr esse seu pedal hein, pra chegar a praia de palmas n tem q passar porto belo????
eu achava q tinha q passar porto belo, mas é pela sc 410, pow e eu tava combinando de ir pra essa praia, meu se agente fosse por onde eu achava q era, agente ia passar da praia, e iamos nos perder pelo geito, mas é isso ai, altos pedal hein, continuem ai fazendo mas e mas, oq achas de juntarmos os grupos??? tenho um grupo q estou montando, grupo ele esta ficando grande a kd dia q passa, se vcs se encarnassem em pedalar junto com a agente, estamos combinando de ir pra rancho queimado, se vcs quiserem irem juntos, estao convidados ;)
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