Sáb, 05 de junho de 2010
Conhecendo melhor nossa "Santa & Bela Catarina" – a 2ª viagem... 3 de 9: Degustando insetos
Escrito por: Rodrigo Martins
   

Diarréia? Não?... Só para saber. Aquela pizza grotesca da noite anterior era no mínimo suspeita. A cara de alegria do pessoal era um bom indicativo de uma noite boa de sono. Colocamos as idéias em dia durante o café e demos boas risadas. Enquanto ajeitávamos as coisas, Roberto (nosso tesoureiro) foi acertar nossas contas no hotel e tentar explicar melhor aquele papo de dormir pelado... Boa sorte!

Uns quinze dias antes dessa nossa pedalada de nove dias, num suposto treinamento para essa viagem - Roberto levou um belo tombo, por assim dizer. Machucou-se um pouco, mas a bike é que sofreu mais. Aros, raios, cubos... Muita coisa comprometida e pouco tempo para resolver esse problema. Para resumir a história, Roberto acabou fazendo essa viagem com aros e cubos emprestados de um colega, meio no improviso e sem uma revisão adequada. Na noite anterior, Roberto se queixou muito de sua bicicleta e por sorte encontramos uma boa loja de bikes nos arredores do hotel. Pessoal bacana que nos tratou muito bem. Encontramos bons produtos e preços adequados. Mas o principal certamente foi o bom mecânico que fez uma rápida e eficiente revisão na Scott (tão nova e já sofrida...) do Roberto.

Por sorte também, nosso paparazzi de plantão conseguiu registrar uma das várias tentativas de suicídio do Robertinho com a bike nova nas redondezas de Balneário Camboriú... Quem estiver em Criciúma ou região, segue a dica:

http://www.bikepointadventure.com.br

DIA 3 - DE CRICIÚMA À TURVO PASSANDO POR MELEIRO E ERMO...

Diferente das outras cidades que passamos até agora, Criciúma é uma cidade grande, perto de 190 mil habitantes – o suficiente para ter congestionamento boa parte do dia. O hotel era na entrada da cidade e com a ajuda do GPS e nosso Sensor-Aranha, conseguimos sair tranqüilamente desse tumulto todo.

Nem é tanto carro assim. No fim acabamos nos acostumando com a tranqüilidade da estrada de chão e qualquer aglomero incomoda um pouco. Até Meleiro é uma grande reta de asfalto de aproximadamente 35 km. E advinha? Sim – reclamamos do sol.

Chegamos em Meleiro novamente desidratados e mortos de fome. Encontramos um restaurante muito bom (no que parece ser a principal rua da cidade) e um litro de Coca-Cola (não tinha Pepsi...) para cada um foi pouco. Sim, parecíamos alienígenas, todos nos olhando. Ou seria – estamos cagados? Sabia, sabia... Pizza da noite anterior... Mas, não. Apenas a cidade não recebe bicicleteiros maltrapilhos com muita freqüência. Almoçamos muito bem e fomos descansar na praça, na sombra. Esperar o sol dar uma trégua.

Deu até pra tirar uma soneca. Ouvir um pouco de Toy Dolls, já que o Fernando não parava de cantar “Chora, me liga, implora meu beijo de novo... Me pede socorro, quem sabe eu vou te salvar...”. Bem agradável. Cidade interessante. Sheik Fernando considerou a possibilidade de mudar para lá de mala e cuia.

Sol ainda muito quente e nada melhor que um picolezinho para refrescar a cuca... Marcelo não parava de falar de seu novo amigo Tião Macalé cover que ele acabara de conhecer num posto de gasolina onde compramos água.

Mais uma (quase) reta de 13 km... Não bastasse o sol e essa fumaça dos infernos agora para ajudar...

Fernando tirou foto de todas as igrejas possíveis. Essa aqui não lembro onde foi, mas tenho certeza que já passei por ela para salvar a Princesa Peach do Bowser numa fase qualquer de Super Mário World...

Finalmente o sol aliviou e encontramos nosso saudoso amigo chão de terra, ou melhor dizendo... chão de pedra.

Outra, desta vez interminável reta de 14 km, numa estradinha difícil de pedalar... Cansaço nesse momento já aparente.

Aqui descobrimos o total pavor que o Roberto tem de cachorros e similares. Ele viu um guapeca desses qualquer e quase se matou – se jogou no chão e tudo. Ninguém entendeu de verdade...

Falamos, - que houve Roberto? E o mais engraçado foi ele retrucar, - O quê? Vocês não viram?... Um olhou para o outro dando de ombros, - vimos o quê? Um Rottweiler gigante!, respondeu. – Aonde?...Ali, pô! Rastejando, solto, sem corrente. Só esperando pra dar o bote! Novamente um olhou para o outro sem entender... Deve ser o sol, pensamos. Risos geral...

Chegamos a Ermo no finalzinho da tarde. Rápida passagem - descansar, beber algo e seguir para Turvo. A idéia inicial era dormir ali, mas como não havia hotel... Até o início da década de 90, Ermo pertencia a Turvo. É um município bem pequeno que deve girar em torno dos 2 mil habitantes. Sua principal fonte de arrecadação é o cultivo de arroz irrigado e infelizmente descobrimos isso na prática. Nessa reta de aproximadamente 10 km que separa os dois municípios, engolimos algo perto de uma centena de insetos. Blergh! Nunca vi tantos bichinhos voando. Mas para quem comeu aquela pizza horrorosa da noite anterior, até que entrou bem. Chegamos em Turvo já de noite. Encontramos uma molecada desocupada pedalando de Barra Forte e que gentilmente nos escoltaram até o hotel. Roberto fez cara de poucos amigos, mas não vocalizou sua lamentação. Obrigado!... Ajeitar as coisas, banho e sair para comer. Cidade bacana que também tocou o coração do volúvel Sheik Fernando – que a essas alturas já esqueceu Meleiro. Bom X-salada com ovo. Na volta para o hotel, passamos numa farmácia. E, se eu estou comentando isso - obviamente ela tocou nossos corações. Quem? A farmacêutica! A mais linda de todos os tempos. Fernando comprou a pomada mais cara da história e duvido muito se ela não fosse tão perfeita, ele teria desembolsado tanto. Mas valeu a pena. Foi divertido até o Marcelo estragar tudo e falar para a bela moça que estávamos pedalando há três dias e naturalmente - todos assados... Sem sono, assistimos TV até mais tarde - o que causaria um profundo arrependimento no dia seguinte.

Terceira etapa cumprida já com um cansaço inicial.

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Comentários
Sáb, 05 de junho de 2010
escrito por: Waldson (Antigão)
Nesse trecho lembrei de São João Batista que comia gafanhotos. Será que vocês estão querendo ser iguais a ele?

O tombo do Roberto foi pitoresco, coitado! Mas, faz parte.

A leitura está ótima, estou esperando mais!

Grande abraço!
Qui, 10 de junho de 2010
escrito por: Hernâni
Olá pessoal!
Parabens pelo novo site, está muito fixe, parabens pela volta, 700 km's andam a dar com toda a força nesses pedais :)

Continuação de boas pedaladas!
Sáb, 12 de junho de 2010
escrito por: Luiz Paulo Brüggemann
Huhahuauhahuaha, o castelo da princesa Peach.
Qui, 17 de junho de 2010
escrito por: Fabiano
Vendo aquela estrada de pedra já me assou a região ecroto-foreviana inteira, imagine pedalar isso tudo no sol, sempre soube que vocês tinham problemas, mas não tão sérios...
Falou Raça Ruim, abração!
Dom, 04 de julho de 2010
escrito por: lucas b. machado
Caramba... São belas as fotos que vcs todos bateram, muito 10!!!!!
Dom, 04 de julho de 2010
escrito por: Lucas Goulart
Belas fotos xD
Mas cadê a foto da farmacêutica???
Ter, 15 de fevereiro de 2011
escrito por: Vanessa de novoooo
Fernando...
Tô contigo e não abro... “Chora, me liga, implora meu beijo de novo... Me pede socorro, quem sabe eu vou te salvar...”. Bemmmm melhor que o Toy Dolls!!!! Socooorrrroooo!!!! hahahaha....
Adorei as fotos, texto... tirando o gosto musical do Rodrigo, gostei de td!!!
Qui, 19 de maio de 2011
escrito por: Moca
Pessoal,muito massa o pedal de vocês e dale Toy Dolls ...
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