Sáb, 18 de outubro de 2014
Impressionados com a harmoniosa Cachoeira Formosa em Rio dos Cedros - SC
Escrito por: Marcelo Machado
   

Desfalcados do nosso redator titular/oficial Rodrigo e do mestre dos bits da programação Fernando, mas com a participação dos comparsas convidados Éder e Maurício, o distinto grupelho capitaneado do GPS Man Roberto e por Marcelo (que hoje vos escreve...), deu início a uma nova incursão ciclística na área rural da surpreendente Rio dos Cedros. Rio dos Cedros é uma ótima opção de turismo rural, principalmente para quem gosta de aproveitar a vida sem pressa. A região dos lagos possui muitas pousadas e possibilidades de esportes náuticos nas grandes lagoas existentes. A brincadeira havia começado na sexta-feira com a chatérrima tarefa de amarração das bicicletas na casa do Roberto em Balneário Camboriú. Três bicicletas foram amarradas e deixadas prontas para zarpar no sábado precisamente às 05h20. Roberto combinou com o Maurício para chegar 05h10 e colocar a bicicleta dele no suporte com as outras. Mas aconteceu algo estranho com o Maurício que é estritamente cuidadoso com horário, já que é profissional da odontologia e zela muito pela hora marcada. Roberto ligou 05h30 e o celular tocou até cair na caixa postal. Roberto deu mais dez minutos e resolveu seguir o bonde, porém, eis que o Maurício liga e então rumamos a casa dele. Enquanto amarrávamos a bicicleta, ele foi correndo de um lado ao outro pegando as tralhas ciclísticas e também um panetone surrupiado da dispensa doméstica que serviria como estimulador de apetite do café da manhã de alguns. Nesse meio tempo, provavelmente o Éder estava se contorcendo de tanto esperar porque chegou ao ponto marcado às 05h20 e quando passamos por ele já passava das 05h55.

Rumamos pela BR-470 ao destino do dia ouvindo clássicos do rock do saudoso Anos 80. Já em Rio dos Cedros, resolvemos deixar o carro estacionado nos arredores da igreja principal da cidade. Primeiro o Roberto parou de um lado e ali retiramos bicicletas e tralhas do carro, depois não se contendo - Roberto decidiu que o lugar não era bom e foi procurar um melhor. Achou do outro lado com uma árvore para fazer sombra. Foi uma verdadeira ladainha até ficarmos prontos literalmente. Mal pedalamos e já paramos numa padaria para que o Roberto e o Maurício tomassem seus respectivos cafés.

GPS ligado e funcionando com a rota bem definida, finalmente as canelas foram esticadas e a diversão começou. O tempo estava quente e desde o início vimos um Roberto silencioso. Maurício nos contou que na noite anterior ele havia tomado “umas duas” taças de vinho além da conta e por isso a inhaca da preguiça tomava conta do corpo dele. Na parte rural do município os morros chegaram e a temperatura do ambiente aumentando cada vez mais. Por sorte encontramos uma lanchonete que ajudou o Roberto na recuperação de forças. Estava com sinais de pressão baixa e um tomate cortado em rodelas e sal foi a salvação do dia para ele e para nós. Depois do tomate ele virou um galo jovial daquele que garganteia nas alvoradas com vigor infinito.

Descobrimos ali na lanchonete que estávamos chegando à região dos lagos de Rio dos Cedros. Uma verdadeira surpresa para nós sobre o local. Não sabíamos o quão era bonito nas paisagens de matas e ainda com lagoas grandes de belo visual. Com o calor apertando cada vez mais, parávamos em várias sombras formadas pelas árvores no transcorrer do percurso. Aproveitávamos para agradecer ao Éder por ter a brilhante idéia de levar o bagageiro e a bolsa com várias guloseimas de enganar o apetite. Tinha sanduíche, wafer, laranja, sachê de mel e barrinhas de cereal... Quase uma lanchonete móvel!

Depois da região dos lagos começamos a subir novamente e uma placa indicou que o objetivo do dia estava à frente – a tal da Cachoeira Formosa. Mas para chegar lá, penamos um bocadinho no morro nada agradável com o sol das 13 horas na lomba. Por fim, chegamos numa placa abençoada que mostrava faltar apenas 1 km ao destino. O mais legal foi atravessar uma ponte, abrir uma porteira e depois fechá-la para seguir numa estradinha de fazenda extremamente bonita já escutando o som das águas. Avistamos uma casa e mais uma porteira fechada. Chegando perto da porteira um rapaz veio da casa e falou que podíamos visitar a vontade, porém pagando R$ 5,00 por cabeça. Não sabíamos o que vinha pela frente, mas foram cinco pila muito bem gastos. O rapazola nos falou que havia duas quedas e que era só seguir a trilha. Logo chegamos e ficamos de cara com a exuberância do local. Uma queda d’água de impressionar os pseudos pedalantes. O difícil foi achar um lugar que não fosse bonito para ver a queda da majestosa cachoeira. Deixamos as bicicletas devidamente aprumadas nas árvores que ladeavam o caminho até a laje onde a água estava numa temperatura convidativa de ficar de molho e todos foram molhar as canelas numa refrescância de causar inveja aos infelizes que não foram. Num certo momento olhamos para o lado da queda e o Roberto já estava numa laje praticamente na borda infinita que se formava pela nossa ótica de vê-la. Maurício logo foi até lá, mas um fato curioso também surgiu: uma bela etiqueta estava à mostra da sua bermuda térmica. Resumo do próprio Maurício: vixi, a pressa foi tanta pela perda da hora que até a bermuda foi colocada do avesso. Saímos em direção ao outro lado que tinha uma queda menor, porém da mesma formosura no visual. Roberto prontamente foi para baixo da queda e ali começou um show a parte. Um show cover estilo Freddy Mercury. Foi uma cantoria que chamou atenção até do guapeca que circulava na área da casa.

Regenerados pela água milagrosa que curou os maltratados esqueletos, partimos alegres e sorridentes pela estrada que outrora nos fez sofrer subindo os morros. Agora era praticamente só a alegria de descer. Demos o luxo de parar numa lanchonete e pedir uma porção de alcatra e para alguns, suco de cevada. Não demoramos muito, pois o Roberto já estava com o alvará vencido e isso causava certa aflição no ser. Tacamos pau morro abaixo e finalmente chegamos ao local que o carro estava. Para surpresa ingrata de um e hilária de três, o veículo do Roberto estava literalmente minado por cocozinhos dos passarinhos que já estavam acomodados na árvore para dormir. Não podemos negar que surgiram risadinhas de canto de boca nos três caroneiros, mas tentamos demonstrar compreensão com o zeloso motorista. Já passara das 18 horas quando o combalido, mas feliz grupo partiu rumo Balneário Camboriú. Viagem bastante tensa pelo movimento contrário do nosso destino, pois era o primeiro final de semana da Oktoberfest em Blumenau e a BR-470 estava abarrotada de carro indo para festa. Chegamos a Balneário Camboriú com a alegria nos sorrisos, porém o Roberto demonstrava um sorriso tímido porque a preocupação maior seria de como resolveria o atraso do alvará. No outro dia ficamos sabendo que a Carminha (AKA: Silvinha) não executou nenhum plano maléfico e nem o colocou de castigo.

 

 

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Comentários
Sáb, 18 de outubro de 2014
escrito por: dorgivan santos
Como sempre uma saraivada de belas imagens.Deixando-me saudosista.Fiquei surpreso em terem cobrado para entrar na formosa. Ano passado não paguei. Uma outras coisistas. Aqui no nordeste, não precisamos de alvará para pedalar,kkkkk! Boa Noite!! E dia 14/11 estarei voltando a esse paraíso com minha família. Ficarei no hotel Mercury em balneário camboriú de 14/11 a 16/11 e dia 16/11 vou descer a estrada da Graciosa em Curitiba com o Jorge Adriani. Abraços e muito grato por enviar essas belas postagens destas belas cicloviagens que vocês fazem.
Sáb, 18 de outubro de 2014
escrito por: mauricio
Muito legal e parabéns Marcelo pela observação e narrativa.
Dom, 19 de outubro de 2014
escrito por: Jedson Eleuterio
Me divirto muito com esses relatos. Como sempre muito bem divertido e belas fotos.
Abraços
jedbike.com.br
Qua, 31 de dezembro de 2014
escrito por: Eleonesio
Novamente show.
Pararam no Bar do Trevo antes de subir para Palmeiras?
Lá é minha para estratégica para pastéis, bolinhos e coxinhas que estão entre as melhores iguarias de boteco da região. Claro, acompanhadas de malzbier e coca cola.
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