Seg, 02 de agosto de 2010
"In Memoriam"
Escrito por: Rodrigo Martins
   

Era para ser um dia igual a todos os outros, uma manhã de domingo chata como sempre. Uma pedalada marcada com antecedência e sua confirmação dependendo apenas das condições do tempo. Todas as previsões indicavam tempo bom, o que não quer dizer absolutamente nada. Robertinho veio exclusivamente de Balneário Camboriú. Esperou até o último minuto para sair de lá, pois como citei anteriormente, previsão do tempo? Nunca se sabe... Ele estava ansioso por pedalar novamente entre amigos. Durante a semana, Fernando disse que não ia. Depois disse que sim, e depois disse que não mais iria e acabou não indo mesmo. Marcelo apareceu aqui em casa antes das 7h... Impossível não sentir raiva dele nesse horário... Principalmente quando ele chega rindo e eu ainda nem consegui acordar direito. Seguimos de carro até Santo Amaro da Imperatriz. Robertinho e seu filho - Luis Eduardo, foram na frente e quando chegamos já estavam lá nos esperando, angustiados. Fizeram pressão para iniciar logo o pedal e foram prontamente ignorados. Por aqui choveu boa parte da semana. Tínhamos uma idéia de trajeto, mas o ritmo de pedalar estilo caracol feliz (cultuado pelo Roberto) predominou e não haveria tempo para tanto, então desencanamos em relação ao o que seria pedalado. Apenas pedalamos ou passeamos ou alguma coisa parecida com isso, sem nenhum compromisso.

Neblina sempre assusta, pois faz parecer estar mais frio do que realmente está. No céu, algumas nuvens escuras assustavam, contrariando todas as previsões. Ninguém ficou surpreso.

Luis Eduardo estava estreando sua bicicleta nova em pedaladas conosco. Outra Scott... Era moda e eu nem sabia. Acompanhou direitinho – “Miyagi tem esperança em você, bom garoto.”

Roberto pedalava em puro contentamento. Sentia-se feliz! Tão feliz que não lembro de ter escutado a criatura reclamar de nada. Nenhuma súplica lamurienta de manhã cedo? Isso não pode ser bom. Nunca é.

No chão enlameado, enlambuzamos as bikes de forma exageradamente desagradável. Naturalmente elas não possuem botão autolimpante e ter que lavá-las em seguida, fere meu conceito de nenhum esforço após pedalar. Religiosamente, tenho o hábito de contemplar minha estimada cama em domingos preguiçosos pós-pedal e isso interfere diretamente na minha intenção de dormir o resto do dia...

O frio intenso afastou qualquer possibilidade de pedal durante o último mês e sentimos um pouco a ausência dessas pedaladas. Pedalada curta, num ritmo lento – exatamente do jeito que o Roberto gosta! Um dia que tinha tudo para ser perfeito...

Felizes e sujos - encerramos a mais mandriona das pedaladas. A alegria do grupelho que tanto se diverte pedalando durou pouco e acabamos sofrendo nosso maior revés... Roberto, num inocente descuido, deixou sua tão querida bicicleta presa no suporte de seu carro por apenas alguns minutos, dentro do cercado da casa do Marcelo. Tempo esse para ver as fotos, paparicar a Júlia - sua afilhada -, e se despedir entre amigos. Bom, foi uma despedida generalizada, pois sua Scott aspect 35... Adeus! Au revour! Zaijian... Vaya con dios!... Uma infortuna alma de coração desventurado, uma pessoa de índole malévola, um baita de um filho da p***, por assim dizer – furtou a bicicleta do Roberto. Entre culpados e sensação de culpa, agora já não faz diferença. Seria otimismo demais também achar que algum investigador policial vá sair por aí procurando uma insignificante bicicleta... Então só nos resta orar. Por favor, juntem-se a nós nessa corrente de fé:

“Ó, grandioso onipotente e grande mestre da vingança! Por favor, suba das profundezas sombrias do inferno e traga junto sua Magnum 44 e tenha a bondade de fazer justiça com suas próprias mãos. Por favor, Senhor Charles Bronson, vingue-se da tristeza que nos assola e faça sofrer esses inescrupulosos seres desalmados que fizeram o nosso querido príncipe Roberto entrar em estágio inicial de depressão. Use seu poder indígena Jedi e ache a bike de nosso colega, trazendo-a de volta e restabelecendo assim - a alegria entre nós. AMÉN!”

O poderoso Charles nunca falha – tenha fé! Enquanto ele se orienta no mundo terrestre vindo do Bronx celestial, seria bom ficarmos atentos. Florianópolis já não é mais tão tranqüila como antes e pagamos caro por viver achando que por aqui, nada mudou na última década. Olhos de águia sempre! Caso alguém veja essa bike rodando por aí, por favor – entre em contato conosco. É uma Scott nova, com menos de seis meses de uso. Modelo Aspect 35 com uma suspensão Rock Shox Recon (branca), fácil até de reconhecer. A roda traseira está um pouco descentrada – resultado das incontáveis quedas do Roberto. Quem interceptar essa bike tão logo terá que fazer uma boa revisão e esse seria o momento ideal de reaver o brinquedo e trazer paz novamente para o abalado coração do Robertinho...

P.S.: Querido Charles, quando voltar ao inferno – por favor, mande um abraço para os RAMONES e diga que sentimos muito a falta deles.

Hey Ho, Let’s Go!...

Obrigado por tudo.

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Comentários
Seg, 02 de agosto de 2010
escrito por: Roberto Kist
Saudades da Magrela!

Depois de um dia maravilhoso entre amigos, pedalando,
uma frustração imensa. Tirar algo seu pelo menor
que seja é uma sensação sem explicação. Vamos batalhar
para ter outra, mas sempre vou pensar na primeira, a que
marcou, que fez uma viagem maravilhosa comigo e que me
proporcionou ter amigos para qualquer parada.

Roberto.
Ter, 03 de agosto de 2010
escrito por: Waldson Gutierres (Antigão)
Pôxa, depois de um pedal tão agradável um fato tão desagradável como esse!!! Lamento muito pela bike.
Fiquei muito triste. Sempre fico triste quando tomo conhecimento desse tipo de notícia.
Não podemos pagar o mal com o mal, é a Lei Divina. Mas, como sou um ser humano sujeito á falhas, nesses momentos me lembro de um provérbio chinês que diz: "Espera com paciência, assenta-te e verás passar á tua porta o cadáver de teu maior inimigo".

Vamos pedir a Deus que nos ajude a achar a bike e que possa perdoar esse infeliz.

Abraços
Qua, 04 de agosto de 2010
escrito por: sandra Boabaid Joanides
Olha só, aqui em Curitiba, ano passado, aliviaram um colega de sua Bianchi estimada (conhecida como Fanta, por ser laranja). Mais de 5 meses depois, encontramos com amigos de amigos num pedal de sábado. Um dos parceiros tava com uma bike azul metalica com bolinhas (sim, bolinhas!!!) prata. Chamou antenção, verificamos, indagamos, CONFIRMAMOS!!! a Bianchi roubada da garagem do parceiro, ainda molhada da mangueirada pós pedal, que foi aceita como forma de pgto de serviços prestados e não pagos, .......... sacomé, diz um ditado: "o que o home o bicho não come". BOA SORTE!
Qua, 04 de agosto de 2010
escrito por: Tuquinha / Biguaçu
Porra! é uma sacanagem, nosa região está ficando uma merda!

Roberto, não tens nota fiscal com o número do chassi?

Se tiveres, dá trabalho, mas faz um xerox e distribui aos amigos, para entregar nas lojas e oficinas da região, ou então envia um layout e nos envie por e-mail, que cada um imprime e entrega aos conhecidos.

Temos que nos unir contra estes FDPs!

Em tempo: Se quiserem podemos combinar uma pedalada aqui em Biguaçu!
Ter, 17 de agosto de 2010
escrito por: Daniel Fabricio Koepsel
Ola!!! Pessoal...
As vezes dou uma olhada neste Blog...
E sei exatamente a desgraça que é ter uma bike roubada... agora estou juntando uma grana pra comprar outra... mas o pior é abdicar do que mais se gosta de fazer.....que é pedalar.
Abraço.... e torço para que encontre, ou encontre uma forma de de comprar outra..
Mas ainda precisamos unir forças para criar algum mecanismo contra essa bandidagem....
abraço a todos.
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