Seg, 19 de dezembro de 2011
“Toli-toli-tolá... a cobra ficou lá”
Escrito por: Rodrigo Martins
   

Mesmo distante, o vislumbre do imponente Cambirela impressiona. Localizado no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (e não muito longe de nossas casas...), é o ponto mais elevado de toda a região com seus mais de mil metros de altitude (ou quase três mil e quinhentos pés - se assim preferir...). Uma caminhada até lá em riba está em nossos planos, mas precisamos amadurecer melhor essa idéia. Desta vez as bicicletas ficarão em casa e isso é fato. Carregá-las nas costas morro acima nunca mais! A (sem sentido) experiência da Pedra Branca já nos foi suficiente por uma eternidade.

Boa parte desta alegre pedalada foi próximo ao seu entorno. Perfilados em relação à montanha, nossos narizes apontavam sempre para o destino do dia: a famosa Cobrinha de Ouro. Localizada em algum lugar entre Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz, a tal apoucada Cobra - consiste num conjunto de pequenas cachoeiras formando vários remansos. Pelo menos é o que dizem. A lenda conta que a área é organizada e possui boa infra-estrutura para camping, churrascos e farofadas afins. Embora não temos como saber, pois estava fechada!, e - não entramos, obviamente. Ainda era frio, o “quando” desta pedalada.

Sequer demos importância para o fato. Necessita-se de dinheiro para entrar, avisava uma grosseira placa. Ninguém parecia disposto a desembolsar qualquer quantia que fosse - apenas para olhar por poucos minutos o local. O lugar para nós, naquele momento, era apenas uma alegoria – estávamos ali mesmo era para pedalar. Talvez um dia, mais a frente e com mais calma, antes do fim dos tempos – voltaremos (ou não) ali para nos refrescar tais quais banhistas descabeçados e quem sabe até assar uma carne invisível para o nosso amigo vegano que nos acompanha.

Continuamos o despretensioso passeio contemplando a bela paisagem, bastante impressionados com o lugarejo. Quase toda a região é ainda de vegetação natural da Mata Atlântica. Estradinhas perfeitas e desprovidas de morro – ideal para um mandrião começo de domingo.

O passeio não é longo (inferior a 60 km) e com um pouco de disposição você chega cedo em casa a tempo de ainda assistir A Turma do Didi e conseqüentemente repensar a sua vida. O único inconveniente é o trecho pela BR-101 que é um pouco chato de ser feito. Principalmente na volta, com o invariável vento contra sempre maltratando o seu já esfalfado corpo. Vá de preferência no verão e aproveite bem as cachoeiras da região. Mas não vá de sunga, pois se alguém lhe disse que isso não é ridículo – mentiu para você.

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Comentários
Sáb, 24 de dezembro de 2011
escrito por: Waldson (Antigão)
A visão dessas montanhas, a estrada calma e bucólica torna o pedalar ainda mais prazeroso, com certeza!

Belas fotos, parabéns!

Abraços e Feliz Natal!
Seg, 26 de dezembro de 2011
escrito por: Elton Xamã
hola, chamigos!
nem uma subidinha?? hehehe
60km assim é relaxante.
parabéns e abraços
Elton Xamã
Ter, 03 de janeiro de 2012
escrito por: Fabiano Costa
Nadar sempre de sunga!
Ter, 07 de fevereiro de 2012
escrito por: Celso Fellini
belas fotos, esse passeio é altamente recomendável, pela beleza, tranquilidade e segurança, costumo deixar o carro no posto Catarinão e fazer o trajeto mais seguro de 40 km, para quem gosta de morrebas, lá no final do cobrinha de ouro é só seguir a tubulação da adutora e subir até a represa do Salto Pilão, sensacional.
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