Qua, 25 de agosto de 2010
Trilha da Antena
Escrito por: Rodrigo Martins
   

Aproveitando a pausa do frio exagerado nos últimos dias desse rigoroso inverno catarinense, resolvemos quebrar um pouco a rotina de estrada batida e dar uma incerta em alguma trilha da redondeza, já que ninguém estava muito empolgado para pedalar para muito longe. Lembramos então, que há algum tempo, Peixoto – nosso mestre “mountainbikeniano” -, havia nos indicado carinhosamente a tal da Trilha da Antena. Como curiosamente nos perdemos em praticamente todas as trilhas indicadas por ele, acabamos perdendo um pouco a paciência com nós mesmos e ultimamente temos evitado pedalar mata adentro. Porém, assim como todo bom Bulbasaur – acabamos evoluindo também e hoje temos GPS, o que facilitou demais as nossas vidas... Tudo bem que vez ou outra, ainda assim erramos o caminho. O tempo estava bom, fazendo um pouco menos frio - algo raro ultimamente. Essa trilha que circunda o maciço do Morro da Costeira é conhecida por ser uma das melhores daqui. Marcamos o início da pedalada para bem cedo. Cedo demais para qualquer um e vimos o sol nascer de cara amarrada, com remela nos olhos – já que imagino... ninguém teve coragem de lavar o rosto nesse frio madrugador.

O local de início da trilha é meio estranho, pois ninguém imagina que por ali – nos arredores da UFSC (nossa universidade federal) -, há alguma entrada para algum lugar que dá para alguma trilha... Ainda mais essa, que entra de um lado da cidade e sai no outro.

Foi avisado!... A encosta realmente é forte. Nosso otimismo matinal se negou a processar tal informação lida no “TrilhasBR” e a considerável subida foi realmente uma desagradável surpresa para todos nós.

A sensação das pernas queimando nos fez até  sentir saudade do frio. Ou algo perto disso...

O local realmente é fantástico. Difícil até imaginar que há um local tão bacana para se pedalar, assim tão próximo do tumultuado centro de Florianópolis.

Subimos o morro inicial reclamando horrores, um encarando o outro e pensando – não tinha algo mais simples para se pedalar num domingo gelado de inverno pela manhã? Mas assim que começam a aparecer às primeiras vistas panorâmicas da cidade, você esquece inclusive que subiu tanto. Ali de cima se avista praticamente toda cidade e por uma perspectiva bem diferente do que estamos normalmente acostumados.

Atrás, parece ser a tal da antena... Ali temos a sensação de estar no ponto mais alto da cidade. Inclusive o Morro da Cruz, que é referência de localização na cidade pelo imponente tamanho – parece ficar num plano bem inferior.

Certamente, essa trilha consiste num dos lugares mais bonitos que já pedalamos - mas não é tão simples pedalar por lá. Há muitas pedras soltas, buracos, poças, pegadas de Tiranossauro Rex, troncos, árvores inteiras caídas... Isso tudo dificulta bastante a dinâmica da pedalada. Em alguns pontos a mata está bastante fechada e ficamos “engalhados” algumas vezes.

Bom seria, se nossas bikes estivessem equipadas com a tecla “C” do Match 5 do Speed Racer... Aquela mesmo que sai duas serras tico-tico de adamantium que cortam qualquer coisa pelo caminho...

Fernando pedalou contrariado. Não é muito fã de trilhas, principalmente dessas que a gente empurra na mesma proporção que pedala. Existem alguns vários pontos críticos em que realmente temos que levar as bicicletas na mão, mas também há trechos muito bons em que a pedalada realmente desenvolve e que compensa qualquer esforço extra. Vá sem pressa! Há muitos lugares bonitos para se apreciar.

Momento introspectivo para tirar os espinhos, pega-pegas, pedaços de cipó, rosetas aos montes... E, sim! Mostrar nosso querido patrocinador.

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Se você é extremamente cuidadoso com sua bicicleta, pedale com bastante cautela. Se seu zelo por ela é muito exagerado – então nem vá. O caminho espinhoso, eventualmente acaba arranhando um pouco o quadro da bike. Se não fosse pelo GPS, em alguns momentos diríamos até - que não estávamos em uma trilha... Que não estávamos em lugar nenhum! Mais perdidos que o final horroroso de LOST... De qualquer forma, se você tem a mente insana e o coração aventureiro – isso só vai tornar a coisa mais divertida. Vale de verdade a indicação. O local é fora do comum mesmo. Demais detalhes, é só fuçar no excelente site do Peixoto, mais precisamente em:

http://www.trilhasbr.com.br/trilhas_024_antena.php

Só o “toda pedalável” ali que ele exagera um pouco no otimismo... 

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Comentários
Qua, 25 de agosto de 2010
escrito por: Jean Michel Torres
Muito legal o post. A foto das bikes no nascer do Sol está fantástica. Parabéns pela pedalada e pelo registro. Abraços.
Qua, 25 de agosto de 2010
escrito por: Waldson (Antigão)
"Difícil até imaginar que há um local tão bacana para se pedalar, assim tão próximo do tumultuado centro de Florianópolis."
Quisera minha querida São Paulo fosse tão "tumultuada" assim! Mas, de toda a forma, um belo pedal! Já estive no Morro da Cruz, uma visão ma-ra-vi-lho-sa!!!
Parabéns a todos!
Qui, 26 de agosto de 2010
escrito por: Marco Nunes
E aí? Quer dizer que os meninos querem fazer mountain bike sem mountain? Um morrinho desses e já ficam com deprê?

Brincadeira!

Parabéns pelo passeio. Vou colocá-lo na minha lista também.
Qui, 26 de agosto de 2010
escrito por: Tuquinha
Tudo que sobe desce!

Pedal legal!
Qui, 26 de agosto de 2010
escrito por: Luiz Peixoto
Galera, posso afirmar que essa trilha é a essência do mountain bike, do alto de meus 23 anos de experiência no esporte. Também afirmo qua a pegada do dinossauro era minha.... um grande abraço e continuem testando nossas trilhas.

Luiz Peixoto
trilhasBR.com.br
Ter, 16 de novembro de 2010
escrito por: Marco Nunes
Meninos, voces são muito gente boa, o que vou escrever abaixo não é uma crítica para vocês ou para o "dono" da trilha (que a planilhou) do TrilhasBR, mas é um alerta para quem, como eu e minha esposa, resolveram fazê-la no último feriadão:

Agora, em novembro, mais precisamente dia 13, sábado, resolvemos fazer a Trilha da Antena. Saimos de Barreiros, um bairro continental da Gde. Fpolis, as 07:00 h. Chegamos no posto ao lado do Shopping Iguatemi e começamos a seguir a planilha.

Tudo bem, certinho, até o Km 6,11 em que realmente a trilha propriamente dita começa. Após este ponto acabou a graça. a trilha está totalmente fechada, intransitável, o calor e as chuvas da primavera devem ter fechado a mata e as valas que a chuva abriu acabaram por acabar com a trilha.

para ser bonzinho, mas bonzinho mesmo, do Km 6,11 em diante pedalável mesmo não chega a ser nem 10%. É um festival de empurra-empurra, tanto por causa do mato fechado quanto das valas que a chuva causou que a graça foi embora rapidinho.

Restou seguir a planilha a fim de acabar logo com o tormento. Saimos do mato, digo, da trilha eram 12:30 h, no Km 6,11 eram aproximadamente 09:30 h. Então façam as contas: 3 horas no mato, digo, na trilha para empurrar, digo pedalar uns 7,5 Km!

Tenho certeza de que em algum momento da história da humanidade esta trilha já foi pedalável, mas não é a condição atual. Eu e minha esposa NÃO recomendamos que façam este percurso. Foi horrível. Nem as belas vistas compensaram. Aquilo está mais para uma trilha de mulas, nem isso... de javalis, pois até mulas evitam um mato, digo, trilha deste tipo.

Fica aí nosso alerta.
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